domingo, 26 de julho de 2009

Felipe Massa sofre acidente na Hungria

Eu estava assistindo ao vivo na hora do acidente do Massa. Desculpa o termo, mas puta azar, hein? Só não entendi até agora como diabos aquela peça estava ali, naquela hora. A peça ficou pulando no meio da pista feliz e contente até encontrá-lo? Cuidado aí, pessoal. Já, já a peça atravessa o Oceano Atlântico pulando e atinge alguém por aqui. Bem que podia acertar a cabeça de Lula, Dilma, Sarney..

Ouvi [li] muita gente desassuntada criticando o capacete.
"Pô, aquela porra não é à prova de bala?"
Então, gente.
Exatamente por ser à prova de balas que ele salvou o Felipe.
A peça [a mola..] o acertou num puta de um impacto.
Não fosse tão protegido, tinha arrebentado a cabeça dele.
Igual a morte do Henry Surtees, na Fórmula 2, semana passada.
Prá quem não viu, eu superhipermega-resumo.
Um cara bateu e o pneu voou e caiu em cima dele.
Não tinha coisa alguma a ver com a história.
Estava ali, pomposo e ditoso no meio da pista.
Mas o pneu veio justamente em sua cabeça [vídeo].
O capacete protegeu. Ele não morreu na hora.
Mas pneu é tão foda, que ele entrou em coma.
Morreu depois, sim. Mas não morreu na hora.
Fosse o capacete ruim, teria estuprado arregaçado a cabeça!

Enfim.
Pelo menos ele [Felipe] está bem.
O que abriu o supercílio foi a viseira.
Com o choque, afundou o osso e causou um edema.
Na cirurgia, retiraram o tal do osso.
Hoje cedo o acordaram.
Reagiu bem, respondeu umas perguntas com a cabeça.
Agora, voltou a dormir e ficará assim por 48 horas.
Até lá, é só torcer prá ele voltar bem, né?

O campeonato esse ano já era.
Mas dane-se com todas as letras.
Importante é a saúde dele.
Deixa a briga com Brawn e Red Bull.
Noves fora, merecidamente, que dê RBR.
Afinal, foi a Brawn que causou esse acidente..


Crédito da foto: Motorsport Zone

domingo, 5 de julho de 2009

Go Roger

Não que eu seja o maior [e melhor] entendendor do assunto. E não, também, que eu tenha torcido contra o Roddick. Mas foram quase cinco horas de puro "Federerismo". Após tanto tempo tendo de engolir o dopado do Rafael Nadal levar tudo quanto é título, ficamos carentes das vitórias do Roger Federer. O espanhol foi montado prá vencer, uma espécie de Cristiano Ronaldo pro futebol, ou um Lewis Hamilton na Fórmula 1. Não que não mereçam o sucesso em suas categorias, mas foram projetados para vencer desde novos. Não é uma coisa "trampava no balcão da padaria e resolvi tentar a carreira como esportista". Ao contrário! Ou seja, não faz mais que a obrigação ser vencedor em seu ofício. Mas esta vitória é, sim, vencedora, porém não categórica. Não enche os olhos, não causa arrepio aos espectadores, não deixa escapar o sorriso no canto da boca dos fanáticos pelo esporte.


Numa disputa Cristiano Ronaldo e Garrincha, quem será que levaria a melhor? Muito provavelmente, o português sairia na frente, por seu físico, seu fôlego, seu sprint. Mesmo assim, o Mané seria considerado o merecedor, por sua dança, sua malemolência e sua graça. Ele nasceu prá fazer aquilo. O outro, não. O outro foi projetado para fazê-lo. É essa a diferença.

O que é mais legal? Lewis Hamilton ser campeão com um carro excelentemente produzido, sem falhas, sem quebras - que, mesmo com vários erros do piloto, o levaram ao topo? Ou ver Ayrton Senna quase se matar - literalmente - em um Grand Prêmio dentro de casa com apenas duas marchas no carro, pelo puro prazer de vencer e poder, mesmo sem forças, erguer o troféu diante de sua torcida?

É quase a mesma coisa no tênis, hoje. Rafael Nadal é uma máquina. Forte, rápido, viril. Consegue salvar bolas humanamente indefensáveis. Rebate na esquerda, cai no chão, e mesmo assim se reergue a tempo de rebater a bola no outro lado da quadra - e ainda assim vencer o ponto. Independente de seu indiscutível potencial, Roger Federer, na minha humilde opinião, é de longe o melhor tenista desta época. É ele quem nos deu o prazer de substituir o talento de Pete Sambras. Só ele teve essa honra. Só Roger teve braço [e pernas] para correr atrás desta marca. Suas jogadas são brilhantes. Transmitem uma leveza incrível, mesmo ao salvar um saque impossível do apelão do Andy Roddick. Não que o americano seja ruim, longe disso. Aliás, eu até torço por ele - quando seu adversário não é brasileiro ou, claro, o Roger.


Roger é uma nação inteira.
Roger faz qualquer um torcer por ele.
Roger não foi preparado para jogar.
Roger nasceu para jogar.
Roger tem o dom!
Roger é o cara!!

[ fotos: The Official Web Site Wimbledon ]