segunda-feira, 12 de abril de 2010

paulo henrique ganso - bom com a bola, maldoso sem ela

Esse time do Santos é bom. Joga bem, bonito, leve, solto, alegre. Mas só quando está ganhando, porque quando a situação aperta, perde o controle muito fácil. Talvez pela faixa etária de seu elenco, que conta com muitos jovens atletas. A juventude proporciona a velocidade, a garra, a raça que leva o time à ótimas partidas disputadas, mas no contra-peso tem a falta de experiência, o nervosismo, a ansiedade e, principalmente, a falta de bom senso dentro do gramado.

Vou falar do Paulo Henrique Ganso, jogador mais habilidoso desse time do Santos - minha opinião. Ele joga mais que o Neymar, o André, o Léo, o Marquinhos e, sim, mais que o Robinho - que não está jogando nada! O Ganso é o motor dos Meninos da Vila, ele que cria as grandes jogadas, que tem uma ótima visão dentro de campo, se desmarca com facilidade dos adversários, cria muitas chances de gol.

Mas quando a pelota está em posse do outro time, o Ganso deixa a desejar. Sua técnica de marcação não é das mais apuradas e ele não sabe como impedir um ataque de forma natural - mesmo porque, tecnicamente, sua função no time é auxiliar no ataque, não na defesa. Mas isso não justifica o fato dele ser baixo, apelativo e cruel.

Por ser novo, bom jogador, talvez a mídia ainda não tenha reparado nesse detalhe, mas o Ganso é cruel, sim. Vou citar dois casos que mostram a falta de inteligência, o despreparo e a certeza de impunidade desse jovem jogador - que, também na minha opinião, até mereceria uma vaga na seleção na Copa do Mundo da África, igual aconteceu em 2002 com o Kaká.

Primeiro exemplo. No Campeonato Paulista deste ano, dia 28 de fevereiro, o Santos recebeu o Corinthians na Vila Belmiro. Logo no primeiro lance do clássico, o Paulo Henrique deu uma entrada dura no Ronaldo, o Fenômeno. No intervalo do jogo, ele disse à TV Globo que não "teve intenção de derrubar o corintiano, que apenas se chocou com o rival". Porém, no fim da partida, ele deu uma entrevista à rádio Eldorado admitindo que chegou junto mesmo prá parar a jogada. "Foi para ele dar uma acordada. Para ver que aqui é a Vila Belmiro e não o Pacaembu", assumiu.

Após a declaração, o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, Ivaney Cayres de Souza, determinou a abertura de um inquérito para que o caso fosse apurado.

O segundo caso é o deste domingo, na primeira partida da semifinal, também do Paulistão 2010, contra o São Paulo no Morumbi. Desta vez, antes da cobrança de um escanteio, o Paulo Henrique Ganso deu uma cotovelada na boca do Dagoberto. Em entrevista ao GloboEsporte, o santista disse que estava de costas para o Dagoberto e que não viu o jogador são paulino. "Foi um lance totalmente involuntário. Sempre existe um empurra-empurra dentro da área e meu cotovelo acabou acertando ele, mas foi sem querer", afirmou. Ok, acreditemos. A agressão acabou impedindo que o atacante treinasse hoje de manhã no CT da Barra Funda. Também segundo o GloboEsporte, ele foi ao dentista e o médico José Sanchez confirmou que existe a suspeita de fratura da raiz do dente atingido.

Casos expostos, fica evidente que independente de ser habilidoso com a bola nos pés, o guri é desleal e infantil sem elas. Ainda nem começou sua carreira direito e já se acha um veterano do esporte, com a soberba de querência respeitável. Como se ele, que sequer conquistou um título em sua carreira profissional - quiçá um campeonato estadual -, tivesse a grandeza para "dar uma acordada" em Ronaldo Luís Nazário de Lima, que tem 14 títulos internacionais em sua espetacular história. Como se ele, que ainda nem saiu das fraldas, fosse experiente o bastante para agir como se fosse o rei da Vila Belmiro - local onde sequer levantou um caneco [até o momento] para dar uma razão própria para seus torcedores o colocarem em um posto de verdadeiro ídolo.

Paulo Henrique Ganso é o extremo das duas pontas. Habilidoso, rápido e muito técnico que mereceria uma chance única de disputar a Copa da África. E metido demais para ter a honra de vestir o manto sagrado canarinho em uma Copa do Mundo. Ele tem muito ainda o que aprender para ousar a se considerar um craque. Me perdoem o clichê, mas Paulo Henrique Ganso tem que comer muito arroz com feijão para ser alguém no mundo esportivo!

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